MEDIDAS EMERGENCIAIS PARA ENFRENTAMENTO DA PANDEMIA

Medidas emergenciais

26 de março de 2020.

Desde o início da transmissão em larga escala na cidade de São Paulo, o Hospital Santa Cruz instituiu um Comitê de crise para enfrentamento do COVID-19, estudando e indicando mudanças para atendimento dos pacientes suspeitos dessa enfermidade, seguindo as orientações do Centro de Operações Emergenciais – COE do Ministério da Saúde, com a participação da Organização Pan-Americana da Saúde – Opas/OMS  e outros órgãos federais.

Dentre essas modificações, seguiremos no HSC estas recomendações:

Fluxo Pronto Atendimento

  • Triagem feita por um profissional de enfermagem será realizada em uma sala sem comprometer o fluxo dos dois Pronto Atendimentos.
  • Pacientes não gripais: fisicamente localizado no PA da Ortopedia, dará atendimento a estes casos separados dos casos gripais antes mesmo da recepção.
  • Pacientes gripais: fisicamente localizado no PA Geral, dará atendimento exclusivo para pacientes com síndromes gripais – cria-se uma zona quente (hot zone) com paramentação de EPIs aos profissionais de saúde. Preparação de uma coorte local para atendimento dos pacientes suspeitos que necessitem de observação.

Criação de áreas específicas para atendimento de casos suspeitos e confirmados:

  • UTI do 2º andar (UCO) com capacidade de 10 leitos destinada para pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – trata-se de outra zona quente (hot zone).
  • Criação de uma área com seis leitos já com características de cuidados intensivos que está junto à UCO.
  • UTI do 5º andar  (NEURO e GERAL) – separação física das duas UTIs sendo, uma UTI com 8 leitos destinada a casos de SRAG. A outra UTI agora com 12 leitos, designada a casos não suspeitos.
  • Destinação de enfermarias específicas, a cargo da equipe de hospitalistas, para atendimento de casos de síndromes gripais suspeitos, mas que necessitem de cuidados intensivos.

Centro Cirúrgico:

  • Transferência de cirurgias para o 4º andar equipado agora com quatro salas.
  • O 5º andar terá seu funcionamento flexibilizado para atender possível aumento de demanda cirúrgica ou como reserva técnica para internar casos não suspeitos em uma possível superlotação da UTI destinada a esses casos.

Equipamentos de Proteção (EPIs): com o aumento de transmissão houve uma corrida na compra desses equipamentos. Não há disponibilidade no mercado, ocorrendo o mesmo fenômeno de falta desses nos hospitais europeus. Adotaremos a seguinte política:

  • O uso das EPIs será norteado pela equipe de infectologia que está adotando as normas do COE-COVID (Ministério da Saúde).
  • O desperdício será evitado e o uso racionalizado, assim como uso adequado de paramentos.
  • Equipe de compras está orientada a buscar tais equipamentos no mercado.

Testes específicos:

  • O uso do RT-PCR feito pelos laboratórios governamentais foi indicado apenas para pacientes internados com SRAG. Esses laboratórios estão superlotados, não dando vazão e com resultados demorando às vezes semanas.
  • Esse mesmo teste não tem disponibilidade nos laboratórios particulares, pois esgotaram a capacidade de realização e não temos kits.
  • Testes rápidos, validados recentemente pelo governo, foram adquiridos pelo Hospital, porém a previsão de entrega é para a segunda quinzena de abril, no melhor cenário.
  • Equipe de fundamentação: temos uma equipe que nos dá suporte científico para desenho das nossas ações.

Colaboradores: houve um aumento  de procura aos médicos do trabalho para afastamento.

  • A Medicina de Trabalho do HSC criou um fluxo específico para atendimento aos nossos colaboradores.
  • Implantação de home office para colaboradores com alto risco de contágio e de áreas de suporte.
  • Tentativa de esquema de rodízio de frentes de atendimento para que todos não adoeçam ao mesmo tempo.
  • Outras medidas serão adotadas com o tempo, conforme orientações governamentais.

O Comitê de crise e a Diretoria do Hospital Santa Cruz esperam minimizar os efeitos dessa grave pandemia mundial. Estamos cientes dos transtornos que serão causados individualmente, porém este é um momento que precisamos envidar esforços para o bem comum.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Luiz Kimura
Presidente do Comitê de crise COVID-19

Dr. Renato Hassegawa
Diretor Técnico

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