Médico explica as causas de doenças diagnosticadas em esportistas praticantes de luta

O esporte de MMA, modalidade de luta que caiu no gosto popular do brasileiro, atrai grande número de pessoas, incluindo mulheres, a procurarem o esporte entre outras modalidades marciais como muay thai, jiu-jítsu, boxe e caratê para trabalharem seu físico.

Nas competições e treinamentos, faz parte o uso de alguns equipamentos como protetor bucal, luvas de dedos abertos entre outros, sem a obrigatoriedade de algo específico para a cabeça, o que deixa o cérebro vulnerável a agressões e traumas que podem causar de uma laceração do couro cabeludo a graves lesões intracranianas.

Segundo neurocirurgião, Dr. Koshiro Nishikuni do Hospital Santa Cruz, esses tipos de contusões podem chegar a afetar os órgãos de sentidos como visão, audição, olfato, aparelho locomotor e sensitivo, isso porque golpes na cabeça geram movimentos de aceleração e desaceleração do cérebro, que pode levar a alterações no nível de consciência de acordo com a intensidade que o golpe apresentar.

Essas lesões cerebrais de competidores, resultantes de traumas cranianos repetitivos, podem levar a casos mais sérios como a “demência pugilistica”, que é caracterizada pelas alterações motoras, cognitivas ou psiquiátricas e resultam na falta de coordenação motora, depressão e euforia. Os praticantes que só acompanham pelo espírito esportivo também devem fazer um acompanhamento neurológico freqüente a fim de prevenir esse tipo de doença.

Dr. Koshiro Nishikuni – Neurocirurgião do Hospital Santa Cruz e doutor em Ciências pela FMUSP. – (11) 5080-2002 – https://hospitalsantacruz.com.br

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