Alerta Hidroxicloroquina

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Alerta Hidroxicloroquina-CO​VID 19-alta

Com o uso da hidroxicloroquina em ambiente não hospitalar para tratamento de casos suspeitos ou confirmados de COVID-19 os relatos de reações adversas cardiovasculares têm se tornado frequentes, inclusive com fatalidades.

Os efeitos colaterais mais comuns incluem dores musculares, anorexia, cefaleia, diarreia e erupções cutâneas.

Os efeitos colaterais graves são muito raros, podendo ocorrer retinopatia, rabdomiólise, hipoglicemia, convulsões, pancitopenia e efeitos cardiovasculares como bloqueios atrioventriculares e bloqueios de ramo, cardiomiopatias e prolongamento do intervalo QT (podendo precipitar arritmias ventriculares tipo taquicardia ventricular, torsades de pointes e fibrilação ventricular), ocorrendo principalmente com o uso prolongado de doses elevadas e/ou quando associados a distúrbios hidroeletrolíticos (hipocalemia, hipocalcemia e hipomagnesemia), uso simultâneo de outros agentes prolongadores do intervalo QT e em portadores de cardiopatias prévias. Uma metanálise de 86 estudos publicada em 2018 (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29858838/) avaliou a incidência de complicações cardiovasculares com o uso de cloroquina (58,3%) e hidroxicloroquina (39,4%).

A maioria dos pacientes foi tratada por um longo período de tempo (mediana 7 anos, mínimo 3 dias, máximo 35 anos) e com uma dose cumulativa alta (mediana 1235 g para hidroxicloroquina e 803 g para cloroquina).

Os distúrbios de condução foram o principal efeito colateral relatado, afetando 85% dos pacientes.

Outros eventos cardíacos adversos inespecíficos incluíram hipertrofia ventricular (22%), hipocinesia (9,4%), insuficiência cardíaca (26,8%), hipertensão arterial pulmonar (3,9%) e disfunção valvular (7,1%). Para 78 pacientes em que o tratamento foi suspenso, alguns recuperaram a função cardíaca normal (44,9%), enquanto em outros, a progressão foi desfavorável, resultando em danos irreversíveis (12,9%) ou morte (30,8%).

O índice terapêutico (razão entre o efeito terapêutico e os efeitos tóxicos) da cloroquina é considerado baixo. Os níveis terapêuticos, tóxicos e letais são de 0,03 a 15 mg/L, 3,0 a 26 mg/L e 20 a 104 mg/L, respetivamente. A hidroxicloroquina apresenta meia-vida maior (32–56 dias), com níveis terapêuticos, tóxicos e letais similares aos da cloroquina.

Alerta Hidroxicloroquina-CO​VID 19-alta
hidroxicloroquina 2

Atenciosamente,

Dr. Felipe de Macedo Coelho
Cardiologista
CRM 123.209

Dr. Renato Hassegawa
Diretor Técnico
CRM 84934

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