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Saúde e Bem Estar

Três perguntas para entender como é a vida sexual após um infarto

03/02/2016

1). É possível ter uma vida sexual normal após um infarto do miocárdio?

Sim, após infarto do miocárdio a vida sexual pode ser normal. Haverá certa restrição se houver uma repercussão muito importante na parte cardiológica, ocorrendo limitação da atividade física. Se na avaliação cardiológica o paciente estiver liberado para atividade física moderada, não há restrição nenhuma.

No entanto, se houver limitação da atividade física pelo infarto do miocárdio, está liberada atividade sexual com a condição de que não requeira esforço físico acima da capacidade física. Vale lembrar que o esforço físico do ato sexual corresponde a subir dois lances de escada. Neste caso, recomenda-se reiniciar a prática de sexo aos poucos, em posições mais passivas, que exijam menos esforço.

Alguns medicamentos usados no tratamento de hipertensão e doenças cardíacas podem atrapalhar os mecanismos de ereção e lubrificação vaginal. Homens enfartados podem fazer uso de medicamentos para impotência, mas somente quando não estiverem em uso de vasodilatadores coronarianos.

 

2).  O infarto pode gerar disfunção erétil ou outro tipo de sequela sexual?

Diretamente pelo infarto não há sequela, mas os mesmos fatores que predispõem ao infarto, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, colesterol alto e tabagismo, também predispõem à disfunção erétil, comprometendo a vida sexual.

Um fator que pode afetar a vida sexual é o componente psicológico. O abalo psicológico provocado pela doença cárdica, o medo de ter novo infarto com atividade sexual (tanto do paciente como do cônjuge), e sintomas de depressão podem provocar impotência e frigidez.

               

3). O ato sexual pode causar infarto?

A atividade sexual, assim como os esforços físicos moderados ou intensos, pode levar ao infarto. Mas a porcentagem de pacientes que enfarta em atividade sexual é muito baixa, correspondendo a menos de 1%. Os casos de infartos durante atividade sexual estão mais associados aos atos sexuais que não acontecem com o cônjuge ou parceira(o) habitual, provavelmente devido ao nervosismo, maior excitação, sentimento de culpa e necessidade de melhor desempenho.

 

Fonte: Dr. Julio Yamano – CRM 24468, médico cardiologista do Hospital Santa Cruz

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