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Cirurgia plástica: a importância de realizá-la num ambiente hospitalar
Diminuir o nariz, tirar aquela barriguinha desagradável, aumentar os seios... Muitos são os motivos que levam as pessoas a quererem obter uma aparência cada vez melhor. Com o aumento do número de cirurgias plásticas estéticas, como rápida solução para esses problemas e sua glamorização, também surgiram profissionais sem gabaritos, sem conhecimentos, que deformam pacientes e colocam cada vez mais as suas vidas em risco.
Saiba como se prevenir de ciladas, os cuidados necessários para um processo operatório seguro e confiável e como obter o resultado esperado. A entrevista é com o dr. José Marcos Mélega, diretor do Instituto da Plástica, no Hospital Santa Cruz. Confira!
Comunicação HSC: A imprensa tem divulgado vários casos de complicações na realização de cirurgias plásticas em pessoas famosas. Como o senhor avalia esses problemas? Dr. Mélega: As complicações relatadas pela imprensa nos últimos anos aconteceram, quase sempre, nas mãos de médicos que não são especialistas em cirurgia plástica. Muitas vezes, em consultórios clínicos menores, onde não existem equipamentos de ressucitação, aparelhagem para exames e, principalmente, UTI. Sem esses recursos, caso haja algum problema durante a cirurgia, não há como resolver.
Comunicação HSC: Quais médicos estão autorizados a fazer esses procedimentos? Dr. Mélega: Apenas aqueles que possuem o título de especialista dado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica poderiam fazer. Para isso, entretanto, o profissional precisa ter formação em cirurgia geral e fazer um curso de três anos para obter este título. Aqui, no Instituto da Plástica, ministramos o curso há 25 anos, sendo reconhecido em todo o Brasil.
Comunicação HSC: Quais são os cuidados necessários para quem quer fazer uma cirurgia plástica? Dr. Mélega: É preciso valorizar os seguintes itens: 1. A cirurgia deve ser feita dentro de um Centro Cirúrgico de um hospital. No Hospital Santa Cruz, há uma equipe de retaguarda, todos os recursos de imagem, laboratório, equipamentos de primeira linha e UTI, além de um índice de infecção hospitalar praticamente zero; 2. Que o médico seja especialista credenciado na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica; 3. Exigir a presença de um anestesista.
Comunicação HSC: O custo de uma cirurgia no hospital é superior ao de uma clínica? Dr. Mélega: Sim. O custo é superior no hospital devido a sua estrutura e recursos. Nele, é obrigatória a presença de um anestesista, de um auxiliar médico no campo cirúrgico, e de todos os aparelhos e recursos de retaguarda necessários para socorrer o paciente, caso haja complicação. Na verdade, esses cuidados existem para que não haja nenhum problema. Já em uma clínica, muitas vezes, existe um médico que pode ou não ser um especialista. Aquele que faz o processo sozinho, sem a presença de um anestesista e sem formas para socorrer a pessoa, caso haja agravantes durante a cirurgia. Por isso, é imprescindível realizá-la dentro de um ambiente hospitalar. É uma questão de segurança. É uma questão de cuidados com a vida.
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Especialização em plástica é essencial
97% dos médicos que responderam a processos éticos no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremep) por maus resultados em cirurgias plásticas, entre 2001 e 2008, são profissionais sem título de especialista na área. As denúncias contra os médicos subiram de 1874 (em 1998) para 4498 (em 2007).
No Hospital Santa Cruz, o procedimento é realizado com absoluta segurança, pois além de um centro cirúrgico equipado, UTI de alto nível, equipe de retaguarda, equipamentos de última geração, todos os cirurgiões plásticos possuem a habilitação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Vale destacar ainda que o curso, que forma médicos para essa finalidade, é também ministrado aqui, no Instituto da Plástica, há 25 anos. Isso significa credibilidade e confiança para o paciente interessado em fazer uma plástica.
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